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Resenha – Trilogia Jogos Vorazes (Suzanne Collins)

Hi, guys!

Como citei no post anterior, nessa quarentena resgatei algumas resenhas literárias que estavam perdidas e vou compartilhar com vocês por aqui. 

Hoje falaremos a respeito da Trilogia Jogos Vorazes, lida e relida por quase todos os millennials desse país e que ganhou uma continuação em 2020 (A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes, com data de lançamento para o final de junho). Bora lá?

“A Guerra é mais voraz do que qualquer jogo”.

Esse é o mundo que Suzanne Collins nos mostra quando começamos a ler a Trilogia, formada por Jogos Vorazes, Em Chamas e A Esperança. Katniss Everdeen, nossa heroína distópica, é uma garota independente que acaba ficando responsável por alimentar sua família após a morte de seu pai e habita o abandonado Distrito 12. 

A forma como a menina, mesmo tão nova, encontra de colocar o pão de cada dia na mesa é a caça com arco e flecha, que aprendeu com o homem que a trouxe ao mundo e a criou. Foi no meio dessa luta por sobrevivência que ela encontra Gale, jovem, que também perdeu o pai muito cedo e possui o mesmo instinto protetor de Katniss.

Entretanto, nada na vida é tão amigável, não é mesmo? Depois dos Dias Escuros, marcados pela primeira rebelião e guerra civil em Panem, a Capital fundou Os Jogos Vorazes como forma de controlar todos os distritos e reprimir futuras maneiras de manifestações contrárias às explorações de seus governantes. 

Por sua vez, os jogos eram caracterizados como uma série de batalhas desafiadoras que ocorriam todos os anos com um par de jovens sorteados em cada um dos 12 distritos e apenas um sairia vivo.

Na 74° Colheita, Prim (irmã de Katniss) foi nomeada para tributar por seu distrito, porém, Katniss se oferece para tomar o lugar da caçula. Com isso, mesmo sem querer, a garota começa uma reforma em todo o sistema falido do qual nasceu quando se vê dentro de uma arena, com outros 23 tributos e presencia o derramamento de sangue inocente.

Bom, vamos parar com a história por aqui para eu não soltar nenhum spoiler sem querer. Em suma, Jogos Vorazes me trouxe outra visão do mundo, com nuances assustadoras de como uma guerra é desastrosa e aniquiladora.

As marcas de uma batalha são tantas que podem ser sentidas não apenas nas destruições causadas em um país, estado ou cidade, mas também nas cicatrizes externas e internas de cada soldado que combateu.

O último livro me fez pensar o quanto nós, seres humanos, sempre achamos motivos para fazer uma guerra, por mais inconcebíveis que sejam, e acabamos usando uns aos outros e nos autodestruindo.

“Somos seres volúveis e idiotas com uma péssima capacidade para lembrar das coisas e com uma enorme volúpia pela autodestruição” – A Esperança.

Apesar de ficcional, é uma obra recheada de realidade, cintilando dores reais, perdas muito possíveis e sofrimentos pragmáticos. Jogos Vorazes é a guerra de um povo para a liberdade em uma narrativa tão próxima que comove e penetra a alma do leitor, faz-nos enxergar todas as batalhas que o nosso mundo é sucumbido diariamente e volta a nossa atenção por cada vida que carrega marcas inesquecíveis.

“Aquilo que necessito para sobreviver (…) Do amarelo vívido que significa nascimento em vez de destruição. Da promessa de que a vida pode prosseguir, independente do quão insuportáveis foram nossas perdas. Que ela pode voltar a ser boa”.

Os livros foram adaptados para o cinema em 2013, 2014 e 2015, respectivamente, e tratam-se daquelas obras que precisam ser lidas por todos os seres humanos ao menos uma vez na vida, independente da idade. 

E, como dizem por aí: “Que a sorte esteja sempre ao seu favor”.

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